segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O adormecer da razão gera monstros.

Eu lembro de quando eu era criança, quantas vezes não ouvi das pessoas mais velhas que o excesso sempre faz mal. Era tão incompreensível, como coisas tão boas podem ser ruins? Afinal, são tão boas que podem continuar assim pra sempre. Agora lhes digo: o excesso, não importa de quê, sempre faz mal.
A razão humana se baseia principalmente na busca, e uma mente saudável está em contínuo funcionamento, e incessante necessidade e mudança. A razão nada mais é que o discernimento, a capacidade de separar o que é bom do que é ruim, o que é proveitoso do que não é. E é inerente à maioria dos humanos, com um lento e gradual desenvolvimento que inicia-se com a infância. Por esse motivo as crianças tendem a pensar de forma mais irracional que indivíduos de maior experiência. O que (deveria) apresentar grande mudança com a adolescência e a vida adulta.
Porém, acima da razão encontram-se os instintos. E é instintivo do homem a busca pelo prazer, e quando essa fonte de prazer, alegria, saciamento, é localizada, a tendência humana é tentar tirar o maior proveiro possível dela. E aí, meus caros, encontra-se um conflito que atravessa eras: a razão não mais tem utilidade, torna-
se um inimigo do prazer. A razão traria a busca de outras fontes de saciamento pessoal, e a luta com os instintos podem por vezes... desligá-la.
O que é um homem sem razão? Ouso em afirmar, que,acima de tudo, o que observamos em casos de vicios em jogos, bebidas, sexo, e por que não drogas, assim como casos de excessivo apego material, paixões violentas, preguiça e comodismo é o adormecimento da razão. Os monstros, nascidos do excesso, juntamente de tantos outros. Atividades que trariam alegria e prazer são instintivamente configuradas como inerentes à atividade de vida, e ao mesmo tempo, o discernimento de seus malefícios são ocultados, junto com o fim da razão.
A sensatez está em manter-se em um meio-termo, pois como afirmou Blaise Pascal: "Dois excessos: excluir a razão, admitir apenas a razão"

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