quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Love is free, and always will be.

Eu não nego: não sou fã de relacionamentos sérios, vulgo "namoro". E por alguma razão desconhecida tenho uma reação de raiva quando alguém me julga sua posse. Aqueles ciúmes doentios que são legalizados sob a fachada de um namorado. E faço uma relação inconsciente das alianças com grilhões, ou coleiras. Dramática?
Claro que acredito no amor, e é exatamente por isso que persisto em meu ponto de vista... pouco ortodoxo. Eu acredito que quando você se apaixona por alguém, e aceita ser dono dessa pessoa, e vice-versa, tudo o que envolve essa relação passa a ser negativo. E ter que dar satisfações de aonde foi, quem são os contatos do orkut, porque não atende o telefone, só tendem a destruir qualquer romance. E sem romance, sem
amor.
Podem falar, portanto, que sou meio hippie, quando fico pregando o amor livre, sem preconceitos e posses, no melhor estilo "sou de todo mundo, todo mundo é meu também"(vide Tribalistas). Talvez tal concepção seja meio retrógrada, ultrapassada. Ou seja adiantada demais para os casais com alianças que circulam por aí. Mais fato é que o amor é, acima de tudo, livre. E nenhum status de redes sociais mudam isso.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Precisa-se


Atualmente existem aproximadamente 7 bilhões de pessoas no mundo, uma massa humana movendo-se, sempre tão diversificada, tão única em cada um de seus elementos. Esses 7 bilhões de seres humanos pensam, sentem, englobam a mim e a você. E há tanto de comum entre cada um desses indivíduos, semelhanças que levam a crer que algumas dificuldades poderiam ser evitadas.
A solidão, definida como "Condição, estado de quem está desacompanhado ou só." parece surreal, irônica,
como pode um elemento de um grupo de 7 bilhões estar só, e pior, como podem diversos elementos de tal grupo, em tal condição, manterem-se distantes?
Um dos "males da vida moderna", tão cansativamente recitados, é a tal solidão. E ouso afirmar que outro deles é o egoísmo, a mania de olhar para si mesmo e nunca ver o que está ao seu redor, mesmo que não seja exatamente "visível". Mesmo que seja apenas um sentimento. Quantas vezes você pensou o que poderia fazer para amenizar a dificuldade de alguém, oferecer apoio, sem achar um porre ou querer algo em troca?
Então para 2010, faça ser
sua meta ser um bom amigo, e não um elemento entre 7 blihões. Amigo de quem? Ora, como disse Vinícius de Moraes "Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."
E sempre precisa-se de um amigo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Riot Grrrls, só pra lembrar de rock de verdade.

Deixarei pra tecer comentários maldosos sobre algumas bandas atuais posteriormente. Gostaria de , despretensiosamente, comentar algumas bandas e aspectos do punk feminista, o movimento Riot Grrrl.
As Riot Grrrls são adeptas de um novo feminismo, mais agressivo, em que a mulher não é eternamente colocada na posição de frágil. Com o visual marcante, não poderia ser de outra forma a apresentação de suas músicas. Com grande influência do punk e do grunge, seu som surge a partir de uma fanzine chamada Riot Grrrl, no início dos anos 90. As garotas começaram a se revoltar com a máxima punk-machista "Garotas não sabem tocar guitarra, bateria, ou baixo tão bem quantos os homens" . Já ouviu isso? Diante disso, foi grande o número de garotas que passou a se colocar à frente de bandas, com uma postura e letras agr
essivas.Uma das bandas pioneiras, e talvez a mais representativa do movimento é Bikini Kill:

Bikini Kill -
Formada por Kathleen Hanna, Tobi Vail e Kathi Wilcox, foi talvez a grande responsável pela força ganha pelo movimento. A maioria de suas letras foi escrita por Kathleen, uma ex stripper, que ousa, e conquista adeptas p
or meio de letras pesadas e não raramente of
ensivas
aos homens, que eram inclusive, nos shows, convidados a distanciarem-se do palco.
Outra característica marcante da banda é a utilização de palavras escritas na barriga e nas costas, como "slut" e "rape".
Atualmente Kathleen é vocalista da banda Le Tigre.

Le Tigre -
Formada em 1998, por Kathleen Hanna, Johanna Fateman, JD Samson e Sadie Benning, mistura diversos estilos, criando uma sonoridade única, uma
união de letras típicas das Riot Grrrls com batidas eletrônicas . As letras, e até mesmo os clipes são engraçados e irônicos, e possuem expressões sem significados, ou cheia deles, como no refrão com a expressão de Fred Flintstone (“Yabbba dabba dabba doo”). Mas não é só de graça que vive a banda, em “Ban
g! Bang!”, as garotas protestam contra a morte de um imigrante morto pela polícia de New York.

The Gossip -
Tem no vocal a conhecidíssima e super barraqueira Beth Ditto. Com sua voz implacável, ela não se segura pra discutir temas controversos, e um de seus últimos feitos foi uma briga (pela mídia, obviamente) com Katy Perry. Barracos à parte pago muito pau pra Beth diva. Ou outros integrantes são Brace Paine e Hannah Blilie

Bulimia-
Sua existência foi apenas de 1998 até 2001, mais foi suficiente para marcar o cenário do punk/hardcore nacional. Suas letras bastante agressivas, sem enrolação, se tornaram hinos para muitas garotas que curtem rock de atitude, como "Punk rock não é só para o seu namorado." Foi formada inicialmente por Berila, Bianca, Iéri e Silvia.

Claro que existem inúmeras outras bandas excelentes de punk feminista, entre elas L7, Chesecake, Suffragettes. E como no final sempre acabo criticando algo ou alguém, gostaria de lembrar as meninas que se atiram em meninos de 14 anos, franja na cara e calça colorida (e muito biquinho, que meiguisse se cria), que existe muito mais no rock que imagem, e o feminismo implícito nas letras, ao ser apreciado, mostra que a luta pelos direito iguais não foi em vão, e que bandas de menina podem sim ser até melhores que bandas só de meninos.
Quem faz o machismo são as mulheres, então nenhuma maneira melhor de lutar contra ele que divulgar as verdadeiras bandas de Riot Grrrls :-)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Olha o bafón!

Me surpreendo cada vez que ouço alguém, que nunca conversou comigo antes, falar "e eu nem gostava de você". Afinal, se somos tão abertos à experimentar a vida, somos tão críticos com tendências a pensar igual a todos, como nos permitimos opinar sobre alguém que não conhecemos, com base apenas naquilo que nos falaram? (Quem falou? Já não lembra.) Seriam as pessoas menos importantes que as questões econômicas e políticas, musicais e artísticas, isso ou aquilo, e que debatemos, tão críticos, arduamente, e tão céticos?
Denegrir a imagem de uma pessoa é ir contra princípios básicos de respeito à dignidade, e sobretudo de boa educação. Uma mera opinião tende a se espalhar e tomar proporções absurdas. É aquela brincadeira de telefone sem fio, tão conhecida (Eles se beijaram? Que nada! Ela está esperando óctuplos dele). E as palavras, aumentadas maldosamente, ou simplesmente para tornar o assunto mais interessante, tendem a ter um poder inimaginável de prejudicar o alvo do bafón.
Porém o que deve-se observar não são as pessoas que iniciam a fofoca, e as aumentam. São aqueles que estão na posição que o leitor já esteve tantas vezes, assim como eu estive. Aqueles que ouvem de outros o comentário (maldoso) sobre um desconhecido. E que assimilam como uma criança que vê um comercial na TV, e aceitam como verdade, e pronto. Ele é travesti? Ela tem 19 filhos? Ora, é verdade, alguém me falou, não tem como negar. É o fato. Torna de você um tolo, outra criatura (outra!) presa ao senso comum. Até na vida social.
Se, porém, o apelo ao bom-senso que proponho, um raciocínio rápido, que permite separar verdade de mentira, e uma breve lembrança das vezes que você passou em frente uma "mentirinha" não é tentadora, apelo ao conhecimento geral, e lembro que as penas para crimes contra a honra (calúnia, difamação, injúria) podem não doer na consciência, mais doem no bolso.