Deixarei pra tecer comentários maldosos sobre algumas bandas atuais posteriormente. Gostaria de , despretensiosamente, comentar algumas bandas e aspectos do punk feminista, o movimento Riot Grrrl.
As Riot Grrrls são adeptas de um novo feminismo, mais agressivo, em que a mulher não é eternamente colocada na posição de frágil. Com o visual marcante, não poderia ser de outra forma a apresentação de suas músicas. Com grande influência do punk e do grunge, seu som surge a partir de uma fanzine chamada Riot Grrrl, no início dos anos 90. As garotas começaram a se revoltar com a máxima punk-machista "Garotas não sabem tocar guitarra, bateria, ou baixo tão bem quantos os homens" . Já ouviu isso? Diante disso, foi grande o número de garotas que passou a se colocar à frente de bandas, com uma postura e letras agr
essivas.Uma das bandas pioneiras, e talvez a mais representativa do movimento é Bikini Kill:
Bikini Kill -

Formada por Kathleen Hanna, Tobi Vail e Kathi Wilcox, foi talvez a grande responsável pela força ganha pelo movimento. A maioria de suas letras foi escrita por Kathleen, uma ex stripper, que ousa, e conquista adeptas p or meio de letras pesadas e não raramente of
ensivas
aos homens, que eram inclusive, nos shows, convidados a distanciarem-se do palco.
Outra característica marcante da banda é a utilização de palavras escritas na barriga e nas costas, como "slut" e "rape".
Atualmente Kathleen é vocalista da banda Le Tigre.
Le Tigre -
Formada em 1998, por Kathleen Hanna, Johanna Fateman, JD Samson e Sadie Benning, mistura diversos estilos, criando uma sonoridade única, uma
união de letras típicas das Riot Grrrls com batidas eletrônicas . As letras, e até mesmo os clipes são engraçados e irônicos, e possuem expressões sem significados, ou cheia deles, como no refrão com a expressão de Fred Flintstone (“Yabbba dabba dabba doo”). Mas não é só de graça que vive a banda, em “Ban
g! Bang!”, as garotas protestam contra a morte de um imigrante morto pela polícia de New York.

The Gossip -
Tem no vocal a conhecidíssima e super barraqueira Beth Ditto. Com sua voz implacável, ela não se segura pra discutir temas controversos, e um de seus últimos feitos foi uma briga (pela mídia, obviamente) com Katy Perry. Barracos à parte pago muito pau pra Beth diva. Ou outros integrantes são Brace Paine e Hannah Blilie
Bulimia-
Sua existência foi apenas de 1998 até 2001, mais foi suficiente para marcar o cenário do punk/hardcore nacional. Suas letras bastante agressivas, sem enrolação, se tornaram hinos para muitas garotas que curtem rock de atitude, como "Punk rock não é só para o seu namorado." Foi formada inicialmente por Berila, Bianca, Iéri e Silvia.
Claro que existem inúmeras outras bandas excelentes de punk feminista, entre elas L7, Chesecake, Suffragettes. E como no final sempre acabo criticando algo ou alguém, gostaria de lembrar as meninas que se atiram em meninos de 14 anos, franja na cara e calça colorida (e muito biquinho, que meiguisse se cria), que existe muito mais no rock que imagem, e o feminismo implícito nas letras, ao ser apreciado, mostra que a luta pelos direito iguais não foi em vão, e que bandas de menina podem sim ser até melhores que bandas só de meninos.
Quem faz o machismo são as mulheres, então nenhuma maneira melhor de lutar contra ele que divulgar as verdadeiras bandas de Riot Grrrls :-)